Biocombustível cresce como boa soluçãoAumentam investimentos em algas Em 1978, quando a escassez de petróleo e o aquecimento global estavam longe de ser um tema preocupante, o presidente americano Jimmy Carter lançou um programa de pesquisa de 25 milhões de dólares sobre a produção de combustível a partir de algas. O projeto deu errado por conta da incapacidade dos cientistas de encontrar um meio de fazer os organismos produzirem lipídios que pudessem se transformar em biocombustível - ou seja, em alto volume e a baixo custo. Agora há sinais de esperança e várias empresas de todos os portes estão investindo bilhões de dólares. Os esforços para a redução de emissões e na busca de energia alternativa estão em todo lugar, financiados por organizações como a Clinton Global Initiative. Um dos maiores investidores é a Exon Mobile, que tem um programa de U$ 600 milhões para estudar a utilização das algas. A empresa se associou à Synthetic Genomics para pesquisar biocombustíveis produzidos a partir da luz do sol. Mas por que algas? Elas crescem em muitos climas diferentes. Usam menos água que milho ou etanol de celulose. Têm o potencial de mitigar emissões de CO2. E combustíveis líquidos são apenas um dos produtos do processo - há subprodutos também lucrativos. De maneira geral, a produção de lipídios de 40% em algumas espécies pode gerar até 30 mil litros de combustível por ano por acre. Isto é muito mais vantajoso que soja ou celulose, cuja produção na mesma área ficaria entre 400 e 12 mil litros, diz o About My Planet.
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